segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

NOVO



Startups são sinônimos de inovação.

E a cada dia mais novas vão surgindo e ocupando o seu espaço no mundo dos negócios, principalmente geridas por jovens que têm a mente voltada para as tendências do futuro da economia.

Para que você possa sair na frente é necessário se dedicar e conhecer muito bem a área ao qual pretende entrar.

Mas muitos nem se quer tem noção de qual campo de negócio escolher.

Para facilitar, no processo de ideias e criação da sua startup dê uma olhada no infográfico abaixo com 6 super dicas:







[INFOGRÁFICO] 6 Ideias de negócios para criar a sua startup

Leia Mais

sábado, 25 de fevereiro de 2017


Sir John Templeton ficou conhecido por ser extremamente otimista quando se tratava de mercado e investimentos.

Se ainda não viu os outros posts da série acesse-os aqui:


Neste artigo iremos analisar mais de perto a vida, filosofia e estratégias de investimentos de John Templeton, através das seguintes seções:


1. Biografia
2. Técnicas de Investimentos
A. Introdução 
B. Estratégia de Investimentos
C. Aprendendo com a história
3. Infográfico: As 16 leis por John Templeton
4. Conclusão



Biografia

John Marks Templeton nasceu em 29 de novembro de 1912 na pequena cidade de Winchester no Tennessee.

Seguindo os passos de seu irmão mais velho, John ingressou na Universidade de Yale. Durante a grande depressão sua família ficou sem condições para bancar seus estudos, foi então que decidiu utilizar as suas habilidades de fazer dinheiro com o pôquer para se manter estudando. Em 1934 conseguiu se graduar como o primeiro de sua classe.

Mais tarde estudou direito na Universidade de Oxford, finalizando o curso no ano de 1936.

Templeton casou-se duas vezes e teve três filhos. Foi membro da Igreja Presbiteriana por muitos anos e ocupava o cargo de ancião na Primeira Igreja Presbiteriana de Englewood.

Sua fé foi fundamental para que se tornasse um dos maiores filantropos da história. No total doou cerca de U$ 1 bilhão para instituições de caridade.

Em 1964 renunciou a sua cidadania americana, o que lhe permitiu recuperar U$ 100 milhões de dólares em impostos por ter vendido o seu fundo internacional e revertido o valor para instituições de caridade.

Em 1972 criou o maior prêmio em dinheiro anual concedido a um indivíduo, The Templeton Prize. Que premia a pessoa viva que fez uma excepcional contribuição espiritual para a humanidade. O valor do prêmio é  cerca de £ 1.000.000 e excede a premiação entregue pelo famoso prêmio Nobel.

Templeton acreditava que a vida espiritual era tão importante quanto outras áreas de conhecimento e desenvolvimento humano.

Tanto que em 1987 criou a Templeton Foundation, instituição com a finalidade de ser um catalisador filantrópico e de pesquisas no âmbitos que vão desde de ciência, tecnologia, criatividade, filosofia, livre- árbítrio e perdão.

Neste mesmo ano recebeu a alcunha de Sir John Templeton ingressando no seleto grupo dos Cavaleiros Comandantes da Mui Excelente Ordem do Império Britânico, diretamente das mãos da rainha Elisabeth II em consequência de suas ações de caridade. 

Templeton e a rainha Elisabeth II



Faleceu em 8 de julho de 2008 no Doctors Hospital em Nassau, Bahamas em decorrência de uma pneumonia com a idade de 95 anos.

Em seu obituário o Wall Street Journal escreveu: "Como investidor, ele sempre teve confiança que o preço de suas ações iriam subir a longo termo. Apropriadamente, o mesmo "entusiasmo por progresso", como ele mesmo disse, também o tornou um dos grandes líderes mundiais da filantropia." 

Técnicas de Investimentos

Introdução

Por incrível que pareça, muitos especialistas concordam que a principal estratégia usada por Templeton era o seu otimismo, especialmente em cenários catastróficos em que outros investidores estavam em pleno pânico. 

Em 1939 em plena eclosão da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha de Hitler devastava a Europa quando Templeton comprou U$ 100 de todas as ações de empresas que custavam menos de U$ 1. Em sua carteira havia cerca de 104 empresas, destas 4 faliram. De seu investimento de U$ 10.400,00 conseguiu retirar de lucro cerca de U$ 40.000,00 revendendo essas mesmas ações no pós-guerra.


Em 1954 construiu a Templeton Growth Fund, estabelecendo a sua sede no Canadá. Pois lá até então não existia impostos sobre ganhos de capital. Logo construiu a reputação de uma sólida gestora de investimentos orientada para investimentos por todo o globo.


Estratégia de Investimentos 

Templeton usava uma rudimentar e pessoal Análise Fundamentalista combinada com algo que chamava de "caça a barganha", sendo o pioneiro a  investir em ações dentro e fora do seu país através da "procura por companhias que ofereçam preços baixos em troca de benefícios a longo termo". 

Enxergou o mercado japonês como uma mina de ouro, quando os seus conterrâneos apenas viam o país nipônico como produtor de brinquedos que vinham dentro de caixas de cereais.

Como um bom investidor e otimista que era não recusava uma boa aposta, ao ponto de em 1960 a Templeton Growth Fund ter em seu patrimônio cerca de 60% de ativos japoneses. Desfez sua posição na bolsa oriental antes que estivesse com os ativos sobrevalorizados, vendendo para fora do país antes do mercado colapsar em 1989.

Hoje esse tipo de "jogada" e alta concentração por fundo em um só ativo é proibida por Wall Street. 

Sua principal filosofia de investimento era comprar ações "superiores" por preços baratos em momentos de pessimismo máximo. Em entrevista a Forbes em 1988 declarou: "As pessoas sempre me perguntam onde a perspectiva é boa, mas essa é a pergunta errada. A pergunta certa é: Onde está a perspectiva miserável?"

Também acreditava que não existe fórmula simples para encontrar uma boa ação a um bom preço. Sendo necessário algo próximo de 100 fatores em sua análise financeira, até encontrar a "barganha" que tanto procurava.

Contudo entre tantos índices financeiros, em sua concepção, quatro eram essenciais:

1. Índice Preço/Lucro
2. Margem de Lucro Operacional
3. Liquidez
4. Consistência na taxa de crescimento

Por sua vez, quando fazia a sua procura por investir em outros países tinha pelo menos dois requisitos em mente, evitava países socialistas e de alta inflação. Pois acreditava que quanto mais livre uma empresa for melhor para o seu crescimento, evitando assim locais onde existiam extremo controle e regulação por parte do governo.

Aprendendo com a história

Em 1999 no meio do boom das empresas PontoCom, sua sobrinha neta Lauren Templeton lhe fez uma visita em Bahamas. Ela lhe perguntou se ele estava comprando ações de empresas de tecnologia, sua resposta foi surpreendente.

John sorriu e contou a ela a histórias sobre bolhas financeiras que ocorreram no mundo inteiro - desde a tulipa alemã em 1630  àquelas que ele mesmo presenciou no século XX. 

Para ele todas tinham um ponto em comum: Algum item ou indústria da nova era que parecia estar mudando o mundo e, portanto, desafiando as velhas regras de avaliação de empresas (valuation). Muitas dessas invenções realmente mudaram o mundo -a ferrovia, o automóvel, o avião, a internet. No entanto muitos investidores perderam dinheiro tentando participar.

Por quê?

No estágios iniciais, muitos jogadores entram em campo, criando uma concorrência feroz, resultando em poucos sobreviventes. Para cada Amazon, existem centenas de WorldComs. Essas novas empresas apostam cada vez mais alto, refletindo o otimismo da área em que estão inseridas.

Em algum momento, as pessoas acordam para o fato de que existem suposições irrealistas alimentadas pela ganância. Com isso o valor das empresas começam a afundar, e os investidores que tinham esperanças de ficar ricos rapidamente perdem boa parte de seus investimentos.

Ao estudar história dos mercados é possível notar que existem ciclos de boom e de baixa que vêem e vão. Estranhamente, porém a maioria dos investidores tende a tentar prever através das condições atuais, como será o mercado no futuro. Os tempos mudam e o futuro nem sempre seguirá o caminho que queremos. Portanto ás vezes assumir uma posição média é a mais sábia decisão.

Antes que a bolha estourasse criando uma crise John Templeton fez um "trade" que entrou para a história da bolsa americana. Segundo ele foi o dinheiro mais fácil que fez em toda a vida, em apenas algumas semanas em lucros somou U$ 80 milhões. 

O que fez? 

Comprou uma cesta variada de ações de empresas da internet e posteriormente vendeu todas na véspera do fechamento do prazo de seis meses após o IPO (Oferta Pública de Ações - Quando uma empresa vende suas ações pela primeira vez). Quando os CEOS e fundadores de empresas da área de tecnologia inundaram o mercado, a procura de conseguir angariar algum dinheiro.

Ou seja, vendeu as ações antes que ficassem desvalorizadas e a bolha estourasse de uma vez.


Infográfico - As 16 Leis

No livro Investing the Templeton Way: The Market Beating Strategies of Value Investings Legendary Bargain Hunter (não disponível em português) escrito por sua sobrinha neta Lauren Templeton e  Scott Philips lançado em 2008, ironicamente o mesmo ano de falecimento de John Templeton, está descrito aquilo que chamava de 16 leis de investimentos.

Disponível em um infográfico exclusivo para o leitor do blog A Dona da Grana.





Conclusão

John Templeton concentrou basicamente sua estratégia em comprar na baixa, ações de empresas de valor agregado, e vender na alta. Mas fazia questão de comprar aquilo que ele mesmo chamou de barganha, ou seja as ações mais baratas possíveis.

Inovou ao aplicar esse método não só em seu país de origem, mas globalmente.

Fez bilhões com sua estratégia, mas não era seduzido pelo fama e o dinheiro. Religioso e extremamente consciente de seu papel como cidadão deixou boa parte da sua fortuna destinada a filantropia.



Quais as técnicas dos maiores investidores do mundo? - Parte III (John Templeton)

Leia Mais

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017




A geração Y engloba os nascidos entre os anos 1980-2000, sendo responsáveis por grandes mudanças no mercado de trabalho.

Os millennials ou também conhecidos como Geração Y compreendem a mais larga geração da história. A maneira como pensam e vivem tem desafiado constantemente as grande empresas a mudarem o forma como lidam com os consumidores.

Eles são nativos digitais, cresceram junto com a tecnologia e são naturalmente multitarefas. Jogam, conversam e comunicam-se através da redes sociais tudo ao mesmo tempo.

A forma como consumem e vivem é bem peculiar dessa geração. É claro que cada um possui a sua personalidade e tendências consumistas bem peculiares, mas a agência Goldman Sachs e o Journal of Management and Marketing Research ao fazer uma extensa pesquisa conseguiu definir alguns padrões de financeiros, que podem ser positivos para todas as gerações.


1. Se divertem mais gastando menos


Millennials sabem aproveitar a vida sem gastar muito. Segundo as pesquisas eles saem para se divertir muito mais que as gerações anteriores e gastam muito menos no processo.

2. Alugar ao invés de comprar


E com isso acabaram criando setores novos de comércio. Como são nativos digitais, tudo deve estar a distância de um app. Portanto cresce o número de empresas que trabalham com o compartilhamento e aluguel de carros, casas e outros produtos. O que facilita o acesso do comprador a produtos baratos e de boa qualidade.

3. Avaliação de produtos e marcas



Mais uma vez a afinidade com a tecnologia tem mudado o relacionamento produtor-consumidor. Com amplo acesso a reviews e comparações de preços forçam as empresas a entregarem o melhor produto com o menor preço, enquanto incentivam a competição entre grandes companhias.

4. Não comprar produtos por conta da marca



Ter uma boa marca já não é mais suficiente para conquistar um membro da Geração Y. Outros fatores como presença online, divulgação através de redes sociais e qualidade aparecem na frente.

 5. Investir mais, contudo não querer ser rico



Alguns paradigmas mudaram com essa geração, eles parecem ser bem mais "pé no chão" que as gerações anteriores. Apesar de estatisticamente investirem mais e melhor eles não almejam serem ricos. Segundo a pesquisa 43% dos entrevistados disseram que querem ter dinheiro apenas para manter "pequenos luxos", pois preferem gastar boa parte do seu dinheiro com experiências como viajar o mundo, por exemplo.

As 5 lições financeiras da Geração Y que todo mundo deveria seguir (A número 5 é a minha favorita)

Leia Mais

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A Tesla Motors produz carros de luxo movidos a energia elétrica.


A empresa que completou treze anos recentemente está entre as 10 marcas automotivas mais cobiçadas do planeta. Um grande feito, uma vez que suas principais concorrentes são nomes como Ferrari, Lamborghini, Jaguar e Toyota cujos carros ainda utilizam combustíveis fósseis em sua composição.

Mas o que tem feito essa empresa crescer tanto em tão pouco tempo?

Talvez a resposta esteja sentada na cadeira da presidência e ocupando o papel de CEO da empresa: Elon Musk.

Elon Musk, bilionário e visionário.

Elon Musk é um nerd bilionário que está mexendo com a infraestrutura do mercado. Entre seus projetos está a Space X, que nesta semana fez sua primeira decolagem usando uma base espacial construída pela Nasa e tem a meta de fazer vôos comerciais ao espaço, tirando das mãos dos governos (EUA - Rússia - China) o quase monopólio das viagens espaciais.

Também não posso deixar de fora a Solar City, criada dois anos depois da Tesla Motors a empresa sediada na Califórnia, que tem como objetivo transformar energia solar em energia elétrica. No qual Musk faz parte da diretoria como chairman.

Solar City e Tesla Motors são empresas que batalham na linha de frente quando se trata na obtenção de energia de forma sustentável. Isso não é novidade, existem outras empresas que trabalham na mesma linha, contudo nenhuma delas possui o potencial que essas duas combinadas têm.

Quando o assunto é meio ambiente, as grandes corporações não se importam nenhum um pouco, até porque em um mundo capitalista o dinheiro e o lucro é quem falam mais alto. Isso é verdadeiro em nas duas pontas do consumo, tanto do produtor quanto do consumidor.

São pouquíssimas pessoas que se interessam em saber sobre as condições de fabricação ou produção de um determinado bem de consumo. Pois devido o excelente trabalho desenvolvido pelo marketing em conjunto com a mídia, o status social é justamente deflagrado por aquilo que você tem.

É neste campo que o Elon Musk e os seus parceiros na Tesla Motors tiveram uma ótima sacada: produzir carros de luxo que sejam movidos a energia elétrica. Algo que as grandes montadoras irão ter que fazer mais cedo ou mais tarde, por conta da mudança de demanda energética global e volatilidade do preço do barril de petróleo.

Alguns carros produzidos pela Tesla.

A empresa que começou em 2003, só deu seu primeiro lucro em 2013. Um jornada de dez anos de árduo trabalho na produção e barateamento de tecnologias que antes estavam disponíveis para poucos sortudos. Hoje apenas a marca da empresa vale 4,43 bilhões de dólares.

As grandes montadoras já perceberam as mudanças que lentamente vão acontecendo no setor automotivo, e, já iniciaram a corrida na produção de postos de recarga para os carros elétricos, principalmente na Europa. Enquanto desenvolvem os seus próprio utilitários elétricos principalmente a BMW, Daimler, Ford e Volkswagen.

Essa corrida na produção do carro elétrico é extremamente benéfica para o meio ambiente, mas infelizmente é uma prova de que o desenvolvimento sustentável não existe com um conceito bonito e as empresas que o aplicam são boazinhas.

Ele só existe e vem sendo implementado pois os recursos naturais do planeta estão se exaurindo e para se manter o padrão de vida é necessário mudar a forma do sistema de produção.

Só espero que as mudanças ocorram antes que seja tarde demais para a natureza.

Tesla: É possível sonhar com um futuro sustentável?

Leia Mais

sábado, 18 de fevereiro de 2017


As técnicas de investimentos de Benjamin Graham são as mais conhecidas e estudadas em todo mundo




Não leu o post anterior? Acesse-o aqui:

Quais as técnicas dos grandes investidores do mundo? - Parte I


Neste artigo você navegará pela vida e obra do mais famoso investidor de todos os tempos, Benjamin Graham. 

Através das seguintes seções:

1. Biografia
2. Técnicas de Investimentos
A) Introdução
B) Análise Fundamentalista
C) Básico de Análise Fundamentalista
3. Conclusão

Biografia

Benjamin Grossbaum nasceu em Londres, Inglaterra em 9 de maio de 1894. 

Ele se mudou juntamente com a família com apenas um ano de idade para Nova York e cresceu nos bairros de Manhattan e Brooklyn.  Seu pai faleceu quando tinha 9 anos de idade e a sua família amargou períodos difíceis, economicamente falando. 

Com isso o jovem Benjamin aprendeu a importância de ser um bom estudante graduando-se na Universidade de Columbia como o primeiro de sua classe, com a idade de 20 anos em 1914

Logo após recebeu um convite para lecionar inglês e filosofia ao qual recusou, mas aventurou-se em um emprego na famosa Wall Street, onde trabalhou como mensageiro das firmas Newburguer e posteriormente Henderson & Loeb.

Em 1926 Graham estabeleceu uma parceria com Jerome Newman e começou a lecionar sobre finanças na Universidade de Columbia. A parceria e as aulas em Columbia duraram até 1956, ano em que oficialmente se aposentou.

A sociedade fundada com Newman sofreu bastante com a grande depressão em 1929, mas conseguiu recuperar o seu capital e posição na bolsa de valores. A partir das suas experiências Benjamin Graham escreveu vários artigos e principalmente os livros "Security Analysis" em 1934 e "The Intelligent Investor" em 1949, ambos considerados clássicos no mundo dos investimentos.


Técnicas de Investimentos

A) Introdução

Aqui você irá encontrar um resumo sucinto de quais são os principais fundamentos do estilo de investimento de Benjamin Graham. 

Pois a análise fundamentalista criada por ele é tão encorpada que não caberia em apenas um post do blog, para mais detalhes e esclarecimento de alguma dúvida que venha surgir sugiro a leitura de seus livros ou a seção de comentários no final do texto. 

Inicialmente vamos analisar qual seria o conceito de investimento cunhado por Graham no livro "O Investidor Inteligente":

"Uma operação de investimento é aquela que, após uma análise profunda promete a segurança do principal e um retorno adequado." 

Com essa afirmativa é possível distinguir a necessidade de se estudar previamente o investimento, principalmente quando se trata de ações na bolsa de valores, antes de tirar o dinheiro de sua carteira.

Mas quais parâmetros usar para fazer essa "análise profunda"? É neste contexto que surge e toma forma a Análise Fundamentalista.


B) Análise Fundamentalista


É um método para avaliar a segurança e atestar o valor intrínseco de uma empresa. 

Para isso são usados relatórios econômicos, financeiros e qualquer outro fator que possua a característica de ser qualitativo ou quantitativo. 

Essa análise estuda os aspectos macroeconômicos como os fenômenos econômicos e sua distribuição no setor industrial, buscando determinar o seu grau de influência nas ações da empresa avaliada.

E também estuda os aspectos microeconômicos que vão desde de fatores relacionados as condições financeiras e o gerenciamento de uma empresa.

Resumidamente analise fundamentalista é "a arte de analisar e projetar resultados de uma empresa."

C) Básico de Análise Fundamentalista

A análise fundamentalista serve para responder principalmente as seguintes perguntas:

O setor a qual vou investir está em expansão ou contração?

Qual a perspectiva a longo prazo para a área macroeconômica?

A receita da empresa que estou interessado está crescendo?

Existe a possibilidade de uma boa margem de lucro no futuro? 

A empresa é a mais forte dentro deste setor de investimentos e bate facilmente os seus concorrentes?

É capaz de pagar as suas dívidas?

A sua equipe de gestão está fazendo um bom trabalho?



Previsão Econômica

É claro que outras perguntas importantes vão surgir, mas essas são as principais. Portanto inicialmente deve-se fazer uma análise econômica global, para isso é necessário compreender bem como o complexo emaranhado de indústrias e empresas se correlacionam.

Pois uma vez que a economia declina muitos setores e companhias sofrem, enquanto outros parecem não ser tão atingidos, o inverso também é verdadeiro. Quando e economia vai bem, muitos setores possuem uma performance extraordinária, enquanto alguma áreas podem amargar perdas.

Muitos economistas interligam a expansão e a contração da economia com a taxa de juros, estas também são um ótimo indicador para o mercado de ações.

Veja um exemplo:


Esquema retirado do site O seu consultor financeiro


Embora não seja estritamente precisa é possível como este exemplo demonstra, construir um cenário entre a correlação juros e preço das ações e só então dividir a economia em vários setores de indústrias.


Seleção do setor industrial

Se ao realizar a sua análise e o prognóstico gerado for de uma economia em expansão, com certeza vão existir grupos que se irão se beneficiar mais que outros.

Para avaliar o potencial de um grupo industrial, o investidor deve considerar a taxa de crescimento global, o tamanho do mercado e a importância para a economia.

Enquanto a empresa individual é importante, o grupo ao qual está inserida pode exercer influência no valor do preço das ações.


Por dentro do setor escolhido

Uma vez que o setor é escolhido o investidor precisa restringir a lista de empresas antes de proceder com uma análise mais apurada.

A primeira tarefa é identificar o ambiente atual de negócios e como os concorrentes entre si atuam, bem como as tendências futuras.

Respondendo perguntas como:

Como as empresas se classificam de acordo com sua participação no mercado, posição do produto e vantagem competitiva?

Quem é o líder atual do setor e como mudanças afetarão o atual equilíbrio de poder? 

O sucesso depende de um vantagem, seja marketing, tecnologia, participação do mercado ou inovação. Uma análise comparativa da concorrência irá ajudar a identificar aquelas empresas que possuem vantagens e aquelas com maior probabilidade de mantê-las.


Análise da empresa

Com uma lista em mãos, o investidor pode analisar os recursos e capacidades dentro de cada empresa que são capazes de criar e manter uma vantagem competitiva. A análise pode se concentrar na seleção de empresas com um plano de negócios sensato e gestão financeira sensata e sólida.

Por isso é extremamente importante estudar o plano de negócios da empresa, pois se o plano for ruim com toda certeza em algum momento a empresa irá sofrer.

Contudo mesmo um excelente plano de negócios não sobrevive a uma má gestão. Por isso conhecer a equipe de gestão e pontuar suas qualidades e fraquezas é essencial.

Análise Financeira

O último passo para este processo de análise seria o levantamento das demonstrações financeiras e conclusão final sobre o estado de saúde financeiro da empresa hoje e o seu reflexo para o futuro.

Abaixo segue uma lista de potenciais indicadores para uma boa avaliação financeira:



Contas a pagar
Contas recebíveis
Amortização
Ativos - Corrente
Ativos - Fixos
Marca
Ciclo de negócios
Ideia de negócio
Modelo de Negócio
Plano de negócios
Despesas de capital
Fluxo de caixa
Dinheiro na mão
Relação atual
Relações com o consumidor
Dias a Pagar
Dias recebíveis
Dívida
Estrutura da dívida
Depreciação
Derivativos
Fluxo de caixa descontado
Dividendos
Cobertura de Dividendos
Ganhos
EBITDA
Crescimento econômico
Capital próprio
Prêmio de Risco
Despesas
Margem de lucro bruto
Crescimento
Indústria


Cobertura de juros
Investimento
Passivo - Corrente
Passivo - Longo Prazo
Gestão
Quota de mercado
Margem de lucro líquido
Crescimento do setor a vista
Patentes
Preço / valor contábil
Preço / Ganhos
PEG
Preço / Vendas
Produtos
Colocação do Produto
Regulamentos
I & D
Receitas
Setor
Opções de Stock
Estratégia
Crescimento do Assinante
Assinantes
Relações com Fornecedores
Impostos
Marcas registradas
Custo médio ponderado do capital




Para uma primeira impressão a lista parece gigantesca e impõe um pouco de medo. Mas com o tempo o investidor aprende a melhor forma de interpretá-los.

Mas após a aplicação e seleção através dos dados interpretados dos índices, o investidor poderá comprar as ações das empresas que mais se destacam dentro de um determinado setor.

Conclusão

A análise fundamentalista criada por Benjamin Graham é muito útil, quando se tem intenção de investir tentado olhar para algo mais substancial que a variação do valor da ação. É por isso que muitos consideram a análise fundamentalista o oposto da análise técnica.

Contudo nenhum método de investimento é perfeito. A análise fundamentalista possui diversos problemas. Por exemplo é possível que uma excelente empresa, tenha o preço de suas ações abaixo de seu valor real e e essa situação não mude por mero capricho do mercado. Mas de forma nenhuma isso significa que esse cenário sempre vá ocorrer.

Como já disse antes: Investir significa correr riscos. Portanto, a análise fundamentalista é justamente para aquele tipo de investidor que é conservador e gosta de ter o mínimo de proteção, mesmo dentro do mercado de ações.

Quais as técnicas dos maiores investidores do mundo? - Parte II (Benjamin Graham)

Leia Mais

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017





Só agora se fala em crise de segurança no país. 


Sabe-se a muito tempo que as grandes metrópoles brasileiras são um convite a sensação de insegurança, com isso as empresas especializadas na área têm um banquete cheio, enquanto o governo continua a política de austeridade provocando o sucateamento da segurança pública.



Apenas nos dois primeiros meses de 2017 duas grandes barbáries aconteceram por conta da ineficaz segurança pública.

Manaus, Amazônia

1 de janeiro de 2017




O complexo penitenciário Anísio Jobim está superlotado. As celas abarrotadas não  suportam a quantidade de presos, que com facilidade conseguem se desvencilhar das grades e invadir os corredores.

Os presos se armam e seguem para os pavilhões de seus rivais, eles têm sede de sangue e uma ordem.

A família do norte – facção criminosa – queria todos os rivais mortos.

A hierarquia entre os presidiários é algo sagrado. Eles cumpriram a missão e ainda  divulgaram as cenas das mortes via vídeos distribuídos por um aplicativo de mensagens.

A perícia e os médicos legais levaram dias para conseguir identificar os corpos, pois a grande maioria havia sido decapitada e/ou esquartejada.



Vitória, Espírito Santo

5 a 10 de fevereiro de 2017





Familiares de policiais militares na sexta-feira começaram a ocupar a frente dos batalhões e impedir deliberadamente a saída dos mesmos para a realização de rondas ostensivas.

No sábado a noite a cidade viveu um caos na segurança pública, que se arrastou pelo domingo e a segunda-feira.

Tiroteio, assaltos, homicídios, guerra entre gangues e estupros aconteceram livremente enquanto a população se trancava em casa e pedia a Deus que os policiais voltassem para as ruas.

Condomínios, casas e comércios foram invadidos. Escolas, universidades e hospitais fechados.

O estado que no MÊS anterior havia registrado apenas TRÊS casos de homicídio, em algumas noites de crime e anarquia contabilizou CENTO E TRINTA CINCO.

Um prejuízo de100 milhões de reais e milhares de pessoas amedrontadas.

O que esses dois casos têm em comum? O estouro de uma fina bolha de cristal chamada insegurança.

Contudo diante destes cenários, alguém já parou para pensar em quanto custa a segurança para o cidadão brasileiro?

O mesmo que sai de casa com medo de sofrer um assalto? O mesmo que tem medo de perder o parco patrimônio que a muito custo e trabalho duro conseguiu juntar. Ou pior sua própria vida?


O advento dessas situações que por muito tempo ocuparam e ainda ocupam os noticiários nacionais insere no imaginário coletivo a real situação da segurança pública brasileira. O sistema está falido e com a proposta da PEC que regulamenta o teto dos gastos a tendência é só piorar.

Por isso é fundamental, em um país em que a violência só aumenta o cidadão se precaver de todas as formas possíveis para ter uma vida tranquila e segura.

O custo da segurança pessoal


Para termos uma boa noção do custo pessoal da segurança temos que separá-la por categorias: você, família e imóvel.

1. Você

Imagino que seja um cara esperto e que além de pensar em dispositivos de segurança para seu imóvel pensa constantemente em como se locomover seguro dentro da sua cidade. Logo, o primeiro nível de camada que irá ser revestido de segurança será você.

E como é possível fazer isso?

Investimento em treinamento e equipamentos de defesa pessoal.

Curso de defesa pessoal

Existem cursos que se autodenominam de defesa pessoal e são uma mistura de diversas artes marciais. Particularmente como entusiasta da sobrevivência urbana acredito que o melhor seja escolher uma arte marcial e estudá-la a fundo até conseguir chegar a um bom nível de expertise.

A polícia federal brasileira utiliza três artes marcias: O Muay Thai, Jiu Jitsu brasileiro e Krav Magá. Aconselho a prática do Krav Magá pois existem movimentos de defesa específicos para situações do dia-a-dia.

Mas existem outras artes marciais como o Wing Chun e o Ninjutsu que são tão bons quanto o Krav Magá quando se trata defesa pessoal.

Um curso de defesa pessoal ou artes marciais custa entre R$ 90 a R$ 200 por mês.

Abaixo um exemplo prático de como o conhecimento de artes marciais pode influenciar positivamente na hora se desvencilhar da ação criminosa.




Equipamentos de defesa pessoal

Além de investir na expertise você também vai querer investir em um ampliador de força.

Mas o que seria isso?

Qualquer “arma” que possa ser utilizada por você em sua legítima defesa que irá te auxiliar na hora de derrubar um bandido.

Segue uma lista de tipos de armas que é possível levar no bolso na maioria dos lugares:

Karambit R$ 80,00




Kubotan R$ 50,00







Caneta Tática R$ 50,00







Faca tática R$ 35,00





Soco inglês R$ 15,00


Spray de pimenta R$ 60,00




Taeser R$ 45,00





Bastão retrátil R$ 40,00






Carro

Claro que você não quer ser vítima de roubo de carro ou ser baleado em decorrência de um, portanto protegerá o veículo com o qual você se desloca pela cidade.

Alarme sonoro: R$ 150,00

Blindagem: Entre R$ 18.000,00 a R$ 60.000,00


Seguem dicas sobre os tipo de blindagem:


Infográfico retirado da revista ISTO É

2. Família

Vamos imaginar uma família padrão: Um casal com dois filhos. E vamos analisar o custo da segurança para eles.

O seu cônjuge vai precisar do mesmo nível de proteção que você, logo aplicam-se todos os valores destinados a sua própria proteção.

E os filhos?

Têm aulas de Jiu Jitsu três vezes por semana e vão e voltam com transporte escolar. Justamente por você não os quer andando pela rua sem ninguém acompanhando no trajeto de casa para escola e da escola para casa.

Aulas de Jiu Jitsu: R$ 70,00

Transporte escolar: R$ 150,00

3. Imóvel

Os múltiplos gastos com segurança do imóvel são tantos que representarei através de um infográfico retirado da revista Isto É.

Dê uma conferida:







Estes são apenas alguns exemplos e custos da segurança pessoal. Existem uma infinidade de dispositivos e formas para se defender.

Mas o fato é estamos a cada dia vivendo momentos de insegurança e os únicos que têm tido algum lucro com o fato são as empresas especializadas na área.


Quanto custa a sua segurança?

Leia Mais

sábado, 11 de fevereiro de 2017


Nesta nova série iremos destrinchar a vida, obra e técnicas dos maiores investidores do mundo.

Na lista de bilionários, que fizeram fortuna investindo seu dinheiro na bolsa de valores são poucos que se destacam tanto pela sua intrepidez quanto pela perspicácia na hora de avaliar riscos e retorno financeiro.

De certa forma se tornaram "magos" em que após testar uma simples fórmula (ás vezes não tão simples), conseguiram encontrar uma mina de ouro e lapidá-la construindo suas respectivas fortunas.

E cinco destes homens serão o alvo de uma análise profunda tanto de sua biografia quanto das estratégias utilizadas em seus investimentos.

Veja uma prévia do que está por vir:

1. Benjamin Graham




Nascido em 8 de maio de 1894 foi um influente economista. Sendo considerado o pai da análise fundamentalista e um grande educador financeiro, tanto que um de seus discípulos não é nada menos que Warren Buffett.

2. John Templeton




Um americano/britânico que nasceu em 29 de novembro de 1912 e morreu recentemente em 8 de julho de 2008.  Dizem sobre ele que sua principal estratégia foi "Comprar baixo durante o período da grande depressão e vender alto durante o boom da internet, enquanto fazia um ou outro bom lance entre esses dois.".

3. John Neff



 John Neff nasceu em  19 de setembro de 1931. Ele sempre preferiu investimentos táticos envolvendo indústrias populares. Hoje ele é o mais conhecido investidor de fundos mútuos do últimos 40 anos, por sua excepcional performance dentro deste período.

4. Peter Lynch


Nasceu durante a Segunda Grande Guerra em 19 de janeiro de 1944, hoje está aposentado. Mas é considerado o melhor gestor de fundo de ações do mundo. Sob a sua tutela entre os anos de 1977 a 1990 a Fidelity Magellan Fund teve um salto de patrimônio de U$ 20 milhões para U$ 14 bilhões.

5. Carl Icahn


Nascido em 16 de fevereiro de 1936, hoje ele é considerado o maior especialista em aquisição de controle acionário. Carl é muito conhecido por ter posições de comando em empresas especialistas em publicidade forçando-as a trabalharem para aumentar o valor de suas ações.









Talvez você sinta falta de outras pessoas nesta lista. De fato alguns grandes nomes ficaram de fora, para que possarmos estudar detalhadamente as estratégias desses que apresentei para vocês.

Espero que passemos por uma excelente jornada juntos e no próximo post iremos analisar detalhadamente a vida e obra de Benjamin Graham.

Vejo todos lá.


Até breve,

A Dona da Grana 

Quais as técnicas dos maiores investidores do mundo? - Parte I

Leia Mais

Copyright © 2014 A Dona da Grana | Designed With By Blogger Templates
Scroll To Top